quarta-feira, 22 de abril de 2009

A conta no Céu

“Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.”
Filipenses 4.10-19

Paulo diz no verso 10 que há uma “oportunidade” pairando entre ele e os irmãos da igreja em Filipos. Os irmãos precisavam de um obreiro (que tinha aprendido a viver com o que possuía, mas cujas necessidades precisavam ser supridas de alguma forma). A necessidade deles se tornou a oportunidade do apóstolo ser abençoador. A necessidade do apóstolo, por sua vez, também foi a oportunidade dos irmãos em supri-lo financeiramente. A questão não é buscar ofertas, mas mostrar o quanto aquelas pessoas haviam se tornado gigantes na fé: “...todavia, fizestes bem em tomar parte da minha aflição”. Paulo sabia muito bem viver “em toda e qualquer circunstância”, mas nem por isso estava livre de “aflições”. Ao exercer piedade e bondade, cada discípulo “aumentava seu crédito” junto ao Dono de todo ouro e de toda prata.

O ministério não existia para receber dinheiro.
Toda pessoa tem despesas (necessidades); mas, muito mais que isso, o obreiro em questão procurava “o fruto que haveria de crescer para a conta” daqueles irmãos. Aprendiam que contribuir não era um mero suprir carências aqui e ali. Isso gerava “movimento contábil” os céus!

Que “conta” é essa?
A sociedade tem sido bombardeada com um “evangelho malaquiano”. Líderes impõem pesos enormes: “Se não contribuir, toda casta de bichos migradores, destruidores, esmagadores, moedores, roedores, e outras ‘dores’ lhe atacarão.” Pessoas contribuem não porque estão cientes de que seu semear produz suprimento “de toda necessidade”. Fazem-no por medo, como se Deus fosse um mesquinho feitor, que cobra até a última moeda. Não é assim! “Deus ama a quem contribui com alegria.” Surge a questão: Tenho crédito nessa “conta”? Quando Maria Madalena derramou o caríssimo perfume, alguns disseram: “Por que este desperdício?” (Mateus 26.8.) Deus se alegra em suprir todas as nossas necessidades e ainda nos acrescentar benção sobre benção, porque nos ama, e não porque fazemos com Ele um “negócio”. “É melhor dar do que receber”, disse Jesus (Atos 20.35). “O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.” A necessidade espiritual de vocês torna-se a nossa oportunidade de orar e ministrar (Filipenses 4.10). A nossa necessidade legítima se torna a oportunidade de vocês contribuirem e nos abençoar (Filipenses 4.14). O resultado: aumento de nosso “crédito na conta celestial” (Filipenses 4.17).

Vilson Ferro Martins, vozdotrono@vozdotrono.com.br, vozdotrono@gmail.com, 22abr2009qua06h37m09m, resumido e adaptado por Jairo Larroza

0 comentários: